GUERRA ENTRE EUA E IRÃ AUMENTA RISCO DE NOVA ESCALADA NO ORIENTE MÉDIO
O Oriente Médio continua em estado de alerta máximo.
Nos últimos dias, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, aumentando o temor de que o conflito se espalhe para outros países da região.
Segundo a Reuters, Washington realizou novos ataques contra alvos iranianos e o Irã respondeu com ações contra interesses americanos na região.
O problema é que o conflito não está restrito ao território dos dois países.
Bases americanas espalhadas pelo Oriente Médio estão dentro do raio de possíveis retaliações iranianas. Países como Jordânia, Iraque e outros aliados dos Estados Unidos podem acabar envolvidos direta ou indiretamente.
Um dos episódios mais graves em investigação é um ataque que atingiu uma festa de casamento no Irã e deixou vítimas civis. Os Estados Unidos afirmaram que estão investigando o episódio, enquanto análises divulgadas pela Reuters indicaram que a área atingida provavelmente recebeu impacto direto de uma munição americana.
Enquanto isso, Washington também intensifica a pressão econômica contra Teerã.
A campanha americana inclui medidas para reduzir a capacidade do Irã de exportar petróleo e dificultar mecanismos utilizados para driblar sanções.
E aí aparece um problema que interessa ao mundo inteiro: petróleo.
Quanto maior o risco de o conflito atingir rotas de energia e infraestrutura petrolífera, maior pode ser a pressão sobre os preços internacionais.
Para países importadores de combustível, isso significa potencialmente aumento de custos de transporte, produção e energia.
Para o Brasil, mesmo sendo produtor de petróleo, uma crise internacional de grandes proporções pode produzir efeitos sobre combustíveis, inflação, câmbio e comércio.
E existe ainda outro ponto extremamente delicado: a possibilidade de o conflito envolver diretamente Israel, Hezbollah, Líbano e outros atores regionais.
O Irã já advertiu os Estados Unidos sobre possíveis consequências de uma ofensiva israelense contra posições do Hezbollah no sul do Líbano.
Ou seja: a questão não é apenas saber quem ganhou ou perdeu determinado ataque.
A grande preocupação internacional agora é saber se existe um limite para essa escalada.
