EUA e Irã voltam a se atacar

A noite de ontem marcou o início de mais um capítulo do conflito no Oriente Médio: 
ataques diretos entre Estados Unidos e Irã, carimbando a volta das tensões na região.
Aos esquecidos & desavisados: No domingo, depois de ataques entre Israel e Líbano, 
o Irã lançou mísseis contra Israel. Na sequência, Israel realizou bombardeios no Irã,
 apesar de Trump ter pedido para o país não retaliar. Relembre aqui.
Depois que os dois países suspenderam os ataques, parecia que a tensão iria diminuir. 
Mas, ontem, os EUA acusaram o Irã de ter derrubado um de seus helicópteros na região do 
Estreito de Ormuz com um drone.
A Guarda do Irã negou que tenha feito de maneira intencional. Os pilotos sobreviveram à 
queda e foram resgatados por um barco-drone e com auxílio de AI, em uma operação inédita. 
Aprofunde se quiser.
Mesmo assim, a queda da aeronave fez o governo Trump reagir com ataques de mísseis a alvos 
no Irã, incluindo sistemas de defesa aérea e radares iranianos ao redor do Estreito de Ormuz. 
O Comando Central dos EUA afirmou que a missão foi uma ação de “autodefesa proporcional”.
Em contrapartida, o chanceler do Irã disse que nenhum ataque ficaria sem resposta. 
Pouco tempo depois, o país lançou mísseis contra bases americanas na Jordânia,
 no Kuwait e no Bahrein. Relatos apontam que parte deles foi interceptado antes de chegar aos alvos.
Por que isso importa: A ofensiva dos EUA marca uma mudança de postura do país em relação às semanas recentes. 
Lembre-se que, até então, Trump tentava frear os ataques de Israel para chegar logo a um cessar-fogo 
e acabar com a guerra — que tem impactado negativamente na sua popularidade.
Falando em Líbano… 🇱🇧
O governo oficial do país aceitou um acordo de cessar-fogo com uma condição quase impossível: 
eles precisam desarmar e expulsar o Hezbollah do país.
O problema é que o Líbano está passando por maus bocados. O país só consegue oferecer 
eletricidades por algumas horas ao dia, a população migrou da moeda local para o dólar 
e o exército oficial é menos poderoso do que a milícia do Hezbollah.
Por não ter participado das negociações, o Hezbollah rejeitou os termos. 
O secretário-geral do grupo foi além, chamou a ordem de desarmamento de extermínio e convocou os 
apoiadores para irem às ruas contra o próprio governo do país.
Enquanto isso, alegando que o Hezbollah se recusa a parar, Israel lançou novos ataques 
à cidade de Tiro, deixando mortos e emitindo ordens de evacuação. Toda essa violência 
forçou +1M de libaneses a fugirem do sul do país.
Acontece, que bairros de maioria cristã e sunita em Beirute estão se recusando a acolher 
esses refugiados — que são em maioria muçulmanos xiitas — temendo que a 
presença deles acabe atraindo bombas israelenses para suas regiões.
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