Crise no STF chega a um momento decisivo
A crise interna no Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo nesta terça-feira. O presidente da Corte, Edson Fachin, aguarda as manifestações de Alexandre de Moraes e André Mendonça para decidir quais serão os próximos passos institucionais.
O conflito envolve o chamado caso Banco Master, que colocou no centro das discussões relatórios de inteligência da Polícia Federal, mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e questionamentos sobre possíveis relações institucionais envolvendo autoridades.
Mendonça determinou nesta terça o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Segundo a decisão divulgada, Mendonça considera que houve produção irregular de relatórios de inteligência relacionados a ele e ao advogado-geral da União, Jorge Messias.
Do outro lado, Moraes havia encaminhado a Fachin pedido para investigar Mendonça, apontando supostas irregularidades na condução de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero. Fachin retirou esse pedido do inquérito das fake news e determinou que as partes apresentassem explicações.
E o assunto ganhou ainda mais peso porque 13 ex-ministros e ex-presidentes do STF divulgaram uma carta pedindo uma resposta institucional diante do que classificaram como uma das crises mais graves da história da Corte. Eles defenderam uma apuração rigorosa e respeitando o devido processo legal.
Para o rádio, o ponto principal é: não existe ainda uma decisão definitiva sobre quem tem razão nas acusações. O que existe é uma crise institucional aberta, com acusações de ambos os lados e com Fachin tentando estabelecer um procedimento formal para que o caso seja analisado
